quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Casos de Elevador

   Inspirado em uma conversa cotidiana de elevador.

Ainda morrendo de sono e só pensando na sua cama aconchegante, ela entrou no elevador.  Próximo andar, ele entra. Cumprimentam-se, falam sobre o tempo. Elevador pára, desesperados chamam socorro, precisam ir trabalhar.

Meia hora depois e nada, nesse momento já estão “jogados” no elevador.
 Ela olha séria para ele e diz:
- Seus olhos são verdes.
- Os seus também.
Sorri ele.

Ela pensou em fazer o discurso “Não, na verdade eles são azuis, mas dependendo a luz e o clima ele fica verde...”.
Deixou quieto, tava tão bom aquele olhar dele penetrando os olhos “verdes” dela. Pra quê complicar, não é?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Não Queira Possuir

Possuir as coisas, nós gostamos disso, ?
Mas, é essa mania de “posse” que acaba com a gente, achamos que tudo ao nosso redor é propriedade nossa. Não, não é, é do mundo. Não podemos colocar uma plaquinha escrita em alguém “Propriedade de fulano de tal desde xx/xx/xx”, por exemplo.
E quando percebemos vem o tal do ciúme, da insegurança.
Não adianta, por mais que tentamos “possuir” tudo e todos pra gente, não conseguimos.
 “Meu, meu, meu...”, dá vontade de gritar. É assim desde criança.
Nem um simples objeto conseguimos possuir de verdade, ele pode ser roubado, perdido ou sofrer uma queda e aí, já era, não é mais o mesmo.  É como tentar possuir alguém, não dá, não pode, é inevitável, a hora vai chegar e ele vai tentar escapar por entre seus dedos, vai deslizar pra fora dos seus abraços.
Eu digo, TUDO é do mundo.
E mesmo assim nós ainda tentamos deixar aquilo ou alguém somente no NOSSO mundo. Talvez seja, apenas, o nosso lado egoísta falando mais alto ou o amor na dose errada.
Mas, com certeza um passáro voando e pousando na sua janela pelo prazer real de estar ali é muito mais prazeroso do que aquele que não vê a hora de escapar da gaiola que você o colocou.  
 fonte da imagem: https://www.google.com.br/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

DOR

Fonte da imagem: http://migre.me/aKuSJ

Vai corroendo, queimando e destruindo.
Um pedaço do corpo, do coração e acaba na alma.
É como o fim da abelha ao utilizar seu ferrão, é como não ouvir o trovão após o relâmpago. Inevitável.
Tentar distrair o inevitável, tarefa árdua.
Torcer para o tempo correr e tudo acontecer de uma vez. Como tirar o curativo, puxar de uma vez e todo o sofrimento se acabar rapidamente. Mas não, tudo insiste em acontecer lentamente.
Um minuto, infinito. Um dia, eternidade.
Acaba com uma vida, desmancha um sorriso, traz uma lágrima, enlouquece.
Vem, abala, desestrutura, brinca de ir e vir. Sorri e se diverte com você.
Mas quando você menos espera sai por cima, se contorce e torce. Dança para ela, gira e salta, se vinga deliciosamente.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Estou Aqui

 Sua mão não soltava aquele mouse, o único movimento que fazia era descer e subir a barra de rolagem da página. Ela mal piscava, seus olhos já estavam ressecados pelo longo tempo que lia e relia aquelas juras, brincadeiras e indiretas salvas no seu computador.
 O único som no ambiente era aquela música, a primeira entre tantas, que ele disse que era para ela, continuava rodando sem parar na sua playlist. Já não sabia se chorava ou sorria ao ouvi-la, preferiu continuar a não esboçar nenhum tipo de sentimento no rosto.
Mais um leve movimento, guiou o mouse para abrir a página social dele. Leu todas as atualizações, ele estava melhor que ela, conclui.
- Oi!
Piscou a janelinha do bate-papo.

- Oi! Espera só um instante.
Respondeu ela ao rapaz que a chamava.
Olhou em volta, estava muito escuro, se arrastou, apertou o botão para acender a luz, e, lentamente abriu a porta que permanecia há muito tempo fechada.
 Voltou e disse ao rapaz:
- Pronto. Estou aqui =)