quinta-feira, 10 de abril de 2014

Escuta


Eu preciso te escrever uma carta, te dizer pela milésima vez que dói demais e chega até a minha alma, minhas entranhas, meu coração.

Dói tanto. Tanto.

E você não fala comigo e por mais que eu tente falar com você, parece que o você ignora minhas palavras.

Há tanto tempo eu me sinto assim afundada, sem vida, destruída. E o senhor não faz nada.

Eu não quero mais sentir isso, essa dor! Me escuta...

(...)

É, acho que eu deveria parar de acreditar em você, nas suas promessas que me contaram, devia parar de te chamar... De orar pra você me salvar, Deus!


Fonte: http://migre.me/iJCfbhttp




domingo, 23 de março de 2014

Portas trancadas


Todas as portas se fecharam e não tem janela nenhuma pra pular.

Trancada em um quarto escuro onde monstros gritam e gargalham.

Trancada sem a chave da vida e da alma. Nem chave de bronze, que dirá de ouro pra abrir ou fechar de forma gloriosa.

Eu perdi a competição e agora caminho em círculos em busca da saída.

Os dias passam no escuro, sem nada pra tocar, pra sentir. Faz frio aqui e dessa vez eu não estou feliz pela frente fria que me cobre.

Eu quero fugir. Eu quero saber como é o lado de fora. Eu quero salvar o que ainda resta em mim, mas eu não sei como sair pra vida.

Eu não sei mais o que vai ser de mim.


Fonte: http://migre.me/issh3


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um texto que doesse

"Eu queria escrever um texto que fizesse o leitor sentir o que eu sinto.

Eu queria escrever um texto tão triste e pesaroso que fizesse o leitor suspirar e derramar uma lágrima sobre o ponto final. Um texto tão melancólico que fizesse o leitor sentir uma tristeza tão profunda ao ponto de dizer “mas que texto mais triste” e chorar de dar dó.

Eu queria escrever um texto tão lastimoso que buscasse na emoção do leitor as suas mais tristes lembranças e as jogasse para fora dos olhos entremeio as lágrimas que inundassem  o papel e borrassem a parte já lida do texto.  Um texto tão pulgente que atingisse em cheio a alma do leitor e o fizesse sentir um vazio tão grande no peito que ele diria “mas que texto mais triste” e desejaria interromper a leitura para me abraçar.

Eu queria que o leitor chamasse quem estivesse ao seu lado para ler também e dissesse “olha que texto mais triste” e a pessoa lesse e sentisse e chorasse e concordasse dizendo entre soluços “mas é mesmo um texto muito triste”.

Eu queria que o leitor ficasse pensativo e com os olhos marejados ao ler meu texto e pensasse “mas que texto mais triste e lindo de tão triste”.  Um texto que doesse.  Eu queria que minhas palavras ficassem gravadas na memória e na alma do leitor e que o fizessem chorar ao lembrá-las.

Eu só queria escrever para fazer o leitor sentir o que eu sinto, porque eu escrevo para não sufocar. O problema é que às vezes eu sinto o que é intransponível em palavras." (Dani Lusa) 

Fonte: http://migre.me/fNnGn


Pra quem gosta do que eu escrevo e me cobra pra voltar ao blog, me desculpem a ausência. Qualquer dia eu volto, de verdade.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Esses dias.


Tem dias que lágrimas pesam mais que os ombros e derramam em pensamentos. Tem dias que os monstros da cabeça sussurram tão alto que não é possível ouvir o próprio grito.

Caindo sobre gente vazia, num velório de emoções partidas.  

Levantando sobre escombros, cega pela estrago.

Sapatos encharcados de uma estrada afundada.

A cama está pronta e quente, mas eu cai muito longe de casa. 

Fonte da imagem: http://migre.me/eSkXd